| Por Dário Martins |
por Luciana Basilio
Seria permitido ao homem pensar
A liberdade sem tê-la.
Seria só e tão somente possível
Degustar o tédio se esse fosse elemento fundamental para a fuga
Comprazia...
O homem se torna livre
Quando pode de verdade aproveitar o
Vento que bate em seu rosto com cheiro
De maresia, de terra molhada, de mato
Com cheiro de cinza urbana.
Feliz o homem que está na condição de liberto.
Eis que pode andar, saltar, sentir, vivenciar
Pode então contemplar o que avista e
Tem som de mar, tem luz de iluminar, cor de céu,
Azul em vários tons num baque só
Inteiro o homem de liberdade
Mesmo preso às amarras da história
Que grita, que sofre, que arde, que dói,
Que respira.
Pode o homem de liberdade transformar
Ser outro e ser ele mesmo, ser outros tantos
Irmãos, ser preto, marrom, retinto, ser branco,
Ser índio, amarelo de tão vermelho, vermelho
De tantas cores
Por que penso na liberdade, na condição de livre
Por estar liberto dos medos de tantos “eus”
No passado, por enfrentar os grilhões de “meus”
Por despojar de tanta e toda herança, vindas
Nos porões frios, escuros como a cor da própria
Pele, acorrentado, de alma acorrentada.
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