terça-feira, 9 de novembro de 2010

“Um breve conto de bruxas generalizado”

por Nathaly Guatura.

Era uma vez, no hodierno de nossa sociedade, uma químera chamada Educação.
Outrora, em longínquos tempos, essa fantasia fora realidade. E com essa realidade reinava uma harmonia e uma quase paz semi absolutas. Obviamente o infeliz “quase” e o consterno “semi” em nossa emergente narrativa se devem ao fato de que para existir a história e a humanidade precisa-se, indispensavelmente, de seres humanos. E com a mais intensa diversidade desses homo sapiens sapiens (antes apenas com um único sapiens) existe a mais sortida parafernália de pequeninos grupos desses animaizinhos sórdidos, onde cada uma dessas famílias possuem determinados tipos de modos, valores e costumes.*
A educação que procuro aqui ressaltar não é aquela oferecida em instituições de ensino, nas quais encontramos um meio (um tanto quanto incerto) de fazer com que nossas crianças sejam bem instruídas para posteriores situações na soturna vida, e sim a educação de berço que as gerações anteriores foram aos poucos se esquecendo de passar adiante. A educação que nasce e morre com a carne. É dessa escassa ou até extinta educação de que falo.
A Sra. Educação que retirou-se da sala para dar mais espaço para uma outra Sra.obesa chamada Acomodação.
Os habitantes desse mundo de muito atrás se tratavam mutuamente com outro sentimento - o qual admiro imensamente - que integra sutil e valorosamente nosso atual sonho; o respeito.
Olhávamos-nos a todos nós respeitavelmente. Colocava-se tudo o que pedia-se e tirava-se tudo o que punha-se. E tudo era uma alegria.
Mas, como nem tudo na vida é festa... Mas, como nem tudo na vida são flores... Mas, como na vida o mal se faz sempre o mais plausível...
O mal. O mal profundo que sempre tentara se instalar... Acabara conseguindo de vez, quando um monstro (um monstro horrendo!) se fez hóspede em nossa terra.
O Monstro da pseudo-evolução intelectual havia devorado nossos preceitos e nossa boa convivência. E a partir daí fomos obrigados a engolir as falcatruas de seus capangas comodistas e toda a ignorância de uma geração que escarra nos cumprimentos e se intitula evoluída.
Desde então, os lacaios deste falso desenvolvimento nos impõem a vivência em um mundo onde recebem ordens aqueles que não sabem e apenas são obedecidos os que têm. Onde boa educação é igual ao extenso capital financeiro e a falta dela é andar com um saco nas costas e um chinelo nos pés.

*Acredito, querido leitor, que já tenha ciência absoluta acerca de tal afirmação, entretanto, para que tudo o que digo fique bem claro, preciso partir dos princípios de minhas idéias.

"Acerca da Educação"

por Peterson Oliveira e Luciano Nunes.


Temos por educação todo processo de aprendizagem e ensinamento que envolve uma pessoa de maior instrução ética ou intelectual e uma pessoa com menor bagagem de conhecimento mas que deseja o aprendizado. Muitas vezes, por questões culturais, esse processo é imposto aos indivíduos.

A transferência de conhecimentos é extremamente importante para a valorização cultural e para a expansão de valores éticos e profissionais, sendo, esse conjunto, a base para a formação de uma sociedade mais igualitária, de alto nível e comprometida com causas sustentáveis, econômicas e políticas sem qualquer agressão às pessoas.

Todo esse processo é iniciado, geralmente, na infância, onde obtemos de nossos pais as primeiras distinções do que julgam ser certo e errado. Essas distinções, mais tarde, irão influenciar fortemente na formação ética do indivíduo, formação a qual foi proporcionada pelos passos iniciais da educação e dá à pessoa a capacidade de distinguir o que lhe é bom ou não e o que afeta de forma positiva ou negativa a vida de terceiros, segundo aquilo que foi introduzido à sua formação.

Em âmbito profissional a educação é a porta de entrada para a formação de pessoas capacitadas para atuarem em todas as áreas do mercado de trabalho, uma vez que, através dela adquirimos conhecimentos que capacitam e preparam leigos para que tenham ação ativa na formação econômica e comercial do país, tendo como fruto uma boa qualidade de vida.

Sendo assim, entendemos que a educação é o patrocinador de uma sociedade que caminha para a perfeição. É o investimento na educação que nos dará a possibilidade de superioridade social e ética. O objetivo da educação é sempre a longo prazo, visando o trabalho de formação das gerações futuras, que sempre será acrescido à cultura de uma sociedade.

Muitos falam em educação, mas realmente poucos conhecem esse termo a fundo.
Ensinar é vivenciar a educação. Um indivíduo pode receber valores educacionais em quaisquer lugar está possa encontrar-se.
Assim, concluimos que educação é a arte de ensinar e vivenciar o que ensina.
O conhecimento é infinito e fundamental.



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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Replay Político"

por Catarina dos Santos Dutra.

Andando nas ruas dessa cidade, vejo a impotência de cada ser escravo, seus olhos não mentem. Vejo o fim da igualdade. Vejo a força da rivalidade, sem idéias e nem conclusão.
Os dias se tornam cegos, uma vida neblinada, onde não se enxerga, não se escuta, não se sente.
Somos roubados por salafrários, usados para o bem pessoal.
Democracia? Não sei o que é.
Será que realmente eu sei o que é meu? O que eu mereço? Tudo o que preciso não está comigo.
Público? Direito? Tenho apenas deveres, e sempre o que fizer se tornará inútil. Pois pago mais que recebo.
Quando estou doente, penso em uma salvação, mas sempre vou ser deixado de lado, estou engada, não sou emergência, me fingir de morto não adiantaria, terminariam de me matar cortando os pedaços para não gastar dinheiro em um caixão maior.
Procuro entender o porquê das coisas, me deixam mais de cinco horas sentada escrevendo, escrevendo, e ganhando nota de caderno.
Preciso de segurança, me encaixo em um mundo cruel, mas tenho que escolher entre ladrão e incompetente. Apanho para os dois. Para que ter essa dúvida?
Então procuro me centralizar em um mundo perfeito e sou cobrada pela entrada nele.
Tudo se forma pensando em vantagens pessoais, hoje poucos tentam mover os blocos para se formar uma coisa só. Mas ainda sim, sei que tudo pode mudar, não o começo, mas sim o final.